Por Nuernberg Em releases Atualizada em 10 AGO 2020 - 14H56

Mitos sobre COVID-19: conheça quais são os 6 principais

A COVID-19 afeta apenas uma parcela da população? Foi criada em laboratório? Esses e outros mitos você fica por dentro neste conteúdo!

Em dezembro de 2019, a China percebeu um aumento significativo de casos de uma pneumonia de origem desconhecida em seu país. Com o passar dos dias, houve um acompanhamento mais preciso sobre essa doença, detectando as principais características e sintomas. 



Tratava-se de um problema que trazia febre, tosse, dificuldade para respirar, além de insuficiência renal em casos mais graves. O nome oficial foi registrado pela OMS em fevereiro e, desde então, muitos mitos sobre a COVID-19 foram disseminados ao redor de todo o mundo.

Por se tratar de um problema até então desconhecido, a informação deve ser priorizada para combater a proliferação do vírus. Nesse sentido, elaboramos este conteúdo para que você confira quais são alguns dos mitos que ainda persistem na sociedade, além de trazer mais dados sobre a pandemia. Continue a leitura e saiba mais!

1. Apenas pessoas idosas têm riscos de complicações

Sabe-se que há grupos que estão mais sujeitos às complicações da doença e a sintomas considerados mais graves, como a baixa oxigenação no sangue e a consequente falta de ar. Entre eles, destacam-se pacientes que tenham alguma comorbidade, como asma, bronquite e outros problemas de respiração, além de diabetes e obesidade. Também estão enquadradas pessoas idosas, mais precisamente acima dos 60 anos.

Devido ao fato de a taxa de mortalidade ser alta entre essa faixa etária, disseminou-se a ideia de que apenas esses pacientes teriam riscos de complicação. No entanto, o avançar do problema permitiu uma análise de dados mais precisa, percebendo que pessoas jovens e sem nenhum tipo de problema antecedente também podem ter complicações, apesar de a taxa ser significativamente menor.

Além disso, devem ser levados em consideração os riscos existentes de pessoas sem comorbidades transmitirem o vírus para avós, pais e demais indivíduos que possam desenvolver complicações mais sérias. Ou seja, a prevenção deve partir de todos!

2. A cloroquina contribui para o tratamento da doença

Nunca houve nenhuma evidência que comprovasse a eficácia da cloroquina para tratamentos de pessoas que tivessem a COVID-19. Esse tipo de medicamento, até então, teve eficácia para pacientes que apresentavam quadros de malária, mas sempre houve o cuidado por parte de autoridades de saúde para a sua indicação, especialmente pelos seus efeitos colaterais.

No início da pandemia, quando pouco se sabia sobre a doença, alguns estudos de menor escala chegaram indicaram traria algum benefício para o tratamento. No entanto, com o desenrolar dos estudos e com grandes universidades indo mais a fundo no tema, descobriu-se que era uma droga que não traria nenhum ganho para os pacientes.

Inclusive, a revista científica The Lancet, no Reino Unido, chegou à conclusão de que, ao avaliar um total de 96 mil pacientes, houve um aumento no risco de morte pelo uso desse medicamento. Isso fez com que a OMS suspendesse seus estudos com a droga.

3. Animais domésticos transmitem o vírus

Já foram observados casos em que animais contraíram o vírus. No entanto, não há comprovação científica de que os bichinhos possam propagá-lo para os seres humanos. Entre nós, as principais formas de contágio estão relacionadas ao contato entre as pessoas.

Por essa razão, é indicado o isolamento social, ou seja, só sair de casa quando de fato for necessário e seguindo as medidas de proteção, como utilizar máscara, a fim de evitar o contato com gotículas emitidas por pessoas contaminadas.

Sendo assim, as evidências de que os animais transmitam o vírus para humanos são poucas. Talvez seja pelo fato de a carga viral deles ser inofensiva. Contudo, não é indicado que pessoas contaminadas tenham contato com os seus pets caso haja outros moradores na mesma casa. Quando houve, é recomendada a higienização das mãos depois tocá-los.

4. Crianças não contraem a COVID-19

Novamente caímos em um mito sobre faixas etárias. Como as crianças são menos suscetíveis a desenvolverem casos mais graves da doença, houve quem acreditasse que elas estariam imunes ao problema. Porém, foram registrados, inclusive no Brasil, casos de pequenos que contraíram o vírus.

Logo em fevereiro, quando alguns estudos com pacientes da China foram realizados e divulgados pela Organização Mundial da Saúde, foram analisados 2,4% de casos que afetavam essa faixa etária. Apesar disso, apenas 0,2% se desenvolvia para uma fase mais crítica da doença. Escolas no mundo foram fechadas, mesmo sendo um grupo menos afetado. Tal justificativa também se deve ao fato de existirem riscos de transmissão para grupos de risco.

Inicialmente, destaca-se o fato de que as crianças estavam menos expostas ao vírus, uma vez que foi disseminado entre ambientes de trabalho e locais de viagens. Além disso, ressalta-se o fato de que as testagens entre esse grupo de pessoas é reduzido, o que traz também o indicativo de que haja subnotificação.

5. O novo coronavírus foi criado em laboratório

Outra ideia que foi disseminada em algumas regiões do globo está relacionada à ideia de que o novo coronavírus seria uma criação feita por humanos em laboratórios. Apesar de alguns setores norte-americanos repetirem essa afirmação em veículos de comunicação, não há evidências que comprovem.

Inclusive, de acordo com um estudo também divulgado pela revista Lancet, foram publicadas dez sequências genéticas que mostraram a sua similaridade com outros coronavírus já existentes, como o Sars-Cov e o Mers-Cov, causadores de outras pandemias no século XXI. Ao entender a sua origem, todos esses vírus têm o morcego como hospedeiro original.

6. O vírus é uma mutação de um resfriado comum

No início da pandemia, houve quem acreditasse que o vírus seria apenas um resfriado comum, que não traria problemas para grande parte dos infectados. Apesar de os sintomas serem leves para cerca de 80% dos pacientes da COVID-19, não se trata de uma mutação. Conforme abordado, compartilha semelhanças com outros vírus, passando por um animal intermediário antes de infectar humanos.

Neste conteúdo, você conheceu alguns mitos sobre a COVID-19. Em um período desafiador, cujas informações são estudadas por pesquisadores, é preciso se basear em estudos que contribuem para a prevenção, além de seguir com os principais protocolos recomendados pelas autoridades de saúde de todo o mundo.

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